“A crítica dos outros só poderá trazer-lhe prejuízo se você consentir.” (Emmanuel)
Neste mundo onde as aparências contam mais do que aquilo que somos na essencialidade, aprendemos e corroboramos para o crescimento da importância da opinião alheia.
Diversas vezes, nos impedimos de agir com bondade e honestidade por acharmos que não condizíamos com aquilo que esperavam de nós. Desta maneira, criamos uma casca ao nosso redor: onde as atitudes são nada mais que ações falsas, ficando os nossos sentimentos e espiritualidade resumidos ao “círculo-pensamento-ideologia”, e só.
Com tamanha importância da opinião alheia, do que somos ou aparentamos, nos deparamos, incontáveis vezes, com situações indesejadas. Defeitos explicitados, apontados por aqueles que tanto tentamos agradar ou por aqueles que tentamos nos esconder.
O que fazer? Como proceder diante de tais situações?
No meio de tais, muitos de nós (me incluo nesse contexto), enviamos apenas aquele sorriso falso, tal qual: “eu entendo”, “ mudarei”, “ não concordo, mas não vou discutir com você” ou ainda, partimos para o ataque e começamos a enumerar os defeitos que o outro também tem.
Entretanto, independente de nossa reação negativa, guardamos dentro de nós uma mágoa profunda... um ressentimento que nos corroi e que, inúmeras vezes, nos deixa em um estado de paralisia, repetindo a nós mesmos que o outro achou uma coisa desagradável em nós. Isso nos incomoda e não nos engrandece, muito pelo contrário, nos diminui.
Quanta imaturidade a nossa...
O fato é que todos os nossos atos – pensamentos trarão conseqüências, sejam elas positivas ou negativas. Muitas vezes o outro, ao citar um defeito nosso, criticar nossas más inclinações nos faz um favor, mas que pela nossa prematuridade moral, ainda não compreendemos e aceitamos.
Por quê ainda não conseguimos analisar tal evento como uma oportunidade de crescimento, de aprimoramento espiritual? ou ainda, se levarmos para o aspecto mais fútil da coisa, de uma mudança de cabelo, de roupa que nos fará melhor? que nos ressaltará pontos mais “embelezantes”?
Meus amigos... é tão fácil falar, mas como é complexo aceitar aqueles que nos dirigem palavras desconfortáveis e transformar estas em instrumento edificante...
A frase de Emmanuel nos traz uma reflexão profunda quanto a nossa capacidade de nos deixarmos influenciar pelo exterior e ainda, das modificações pessoais positivas que poderíamos fazer se soubéssemos usar a crítica alheia como o “tijolo” para construirmos o nosso templo interior exteriorizado.
Essa frase, tão pequenina, nos remete ainda ao compromisso, a responsabilidade que cada um tem sobre seus pensamentos e atitudes. Afinal, o sofrimento, a auto destruição é opcional.

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